Secretaria de Segurança do Rio Janeiro instalou o sistema, há um mês, reaproveitando os equipamentos utilizados nos jogos Pan-americanos 2007. Ação, no entanto, vem causando polêmica na região.
A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro (Seseg), dentro do projeto da Unidade de Policiamento Pacificadora (UPP), instalou 10 câmeras de monitoramento na favela Santa Marta, localizada na região do Botafogo na capital fluminense. Há cerca de um mês e meio, os 10 mil habitantes da comunidade receberam os equipamentos do legado deixado pelos jogos Pan-americanos 2007, para serem utilizados como ferramentas de segurança pública na região.
Para o projeto foi contratado a companhia nacional Comtex como fornecedora das câmeras. Ela também oferece mais 267 produtos de captação de vídeo, espalhados na região metropolitana da capital, Grande Rio, Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo. Ao todo são 26 batalhões da Polícia Militar com 10 câmeras cada e mais 17 em toda orla da cidade. Segundo Luciano Henrique, gerente de projetos da empresa, os equipamentos tiveram um upgrade antes de serem instalados na favela.
No local, cinco câmeras são do tipo fixas com diferentes tipos de lente para atender cada ambiente e funcionam noite e dia. Já a outra metade é da linha Domo, com capacidade de ângulo 360° e zoom de 36 vezes. Apresenta compressão de vídeo MPEG-4 até 30 FPS, envio de stream em unicast e multicast, interface de rede Ethernet 10/100 Base-T, além de fornecer endereçamento por software e são protegidas contra invasões na linha de dados e alimentação.
Polêmica
Apesar do caráter de segurança, os moradores da comunidade não gostaram da ideia de monitoramento. Eles alegam que os equipamentos são uma forma de invasão da privacidade e que também não foram consultados sobre a implantação.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança, as câmeras focam os acessos da favela e não filmam dentro das casas dos moradores, além de que o projeto é “questão inegociável”. O valor do projeto não foi divulgado pela Secretaria.
Fonte: IPnews