O VoIP e a banda larga
Na última semana, durante o 1º VoIP Meeting, vimos que sem uma banda larga de boa performance e com capilaridade, os provedores de serviços de voz sobre IP enfrentarão grande dificuldade de crescimento. A solução, no entanto, está a caminho e se chama Plano Nacional de Banda Larga.
Um primeiro esboço do projeto deve ser apresentado ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira, 24-11, segundo informações divulgadas na última segunda-feira pelo coordenador dos programas de inclusão digital do Governo Federal, Cezar Alvarez, que também é chefe de gabinete adjunto da agenda do Presidente da República.
O anúncio foi feito durante um seminário sobre banda larga que acontece hoje, 16 de novembro, em Brasília, Distrito Federal. Coincidentemente, no dia seguinte estávamos reunidos com operadoras VoIP de todo o País, e a infraestrutura de rede foi destacada como uma preocupação recorrente.
Luis Cuza, presidente da Telcomp, organização que defende a competição nas telecomunicações, lembrou que, mais uma vez, o Brasil está defasado em relação aos Estados Unidos e à Europa. “Eles definiram 2020 como meta para se ter a banda larga massificada”, disse Cuza durante a sua apresentação aos empreendedores de VoIP.
Porém, em solo nacional, será praticamente impossível aplicar um espelho destes projetos. Primeiro porque nossa realidade difere em capilaridade, qualidade e custo. Segundo, porque teremos dois eventos esportivos importantes, em 2014 e em 2016, os quais colocarão o Brasil na vitrine mundial e serão as nossas oportunidades de mostrar que, além de um bom futebol e de estrelas no esporte, para citar apenas dois exemplos das qualidades brasileiras, também sabemos aplicar bem a tecnologia.
No mundo VoIP, os provedores se esmeram em projetos de reestruturação de redes para evitar que a degradação das conexões cause impactos negativos à qualidade do serviço prestado, algo que poderia ser minimizado se tivéssemos uma banda larga mais veloz e estável.
Do ponto de vista do negócio, também apreendemos que falta ao Governo, mais precisamente à Anatel, uma proposta de valorização da oferta de serviços VoIP, com um plano de numeração para as provedoras enquadradas no modelo SCM (Serviço de Comunicações Multimídia) e uma regulamentação compatível ao tamanho das empresas que se propõem a explorar os serviços VoIP.
Isso, porque os empreendedores nessa área são penalizados por uma regulamentação criada à altura das grandes operadoras, o que a torna praticamente inatingível aos provedores de nicho, mais precisamente de pequeno porte.
Cuza pregou a união entre os provedores, a fim de sensibilizar o poder público quanto a importância dos pequenos provedores na expansão dos serviços de telecomunicações no País. E um argumento forte é que somos um país de grandes dimensões, sendo assim, a comunicação de longa distância – barateada por VoIP – precisa ser tratada de forma diferenciada e em conjunto com a possibilidade de criação de novos serviços acessíveis a toda a população.
Fonte: ipnews.com.br