VoIP no celular avança a passos largos
Até aqui utilizado por um seleto grupo de consumidores, para reduzir custos das ligações de longa distância, o VoIP no celular, deve ganhar expressão com a alta das redes de dados móveis.
Um novo relatório da empresa de pesquisa de mercado In-Stat, dos Estados Unidos, o "Mobile VoIP Transforming the Future of Wireless Voice", prevê que até 2013, as aplicações de VoIP móvel vão gerar, mundialmente, receitas anuais de US$ 32,2 bilhões, impulsionado por mais de 278 milhões usuários registrados no mundo.
A transição para o VoIP móvel deverá ser ainda mais rápida com o lançamento de novas tecnologias de rede sem fio 4G, como LTE e WiMAX. Acredita-se que o VoIP móvel vá substituir o legado das tecnologias de voz no celular, e não apenas de longa distância, mas para todas as chamadas.
"Apesar de VoIP móvel ainda ser uma ameaça direta a receita de voz de operador, também representa uma capacidade dinâmica nova que promete inúmeras aplicações", relata o comunicado da In-Stat.
"Aplicações como o Skype e o Vonage têm influenciado os usuários a pensar em voz como uma aplicação de dados", segundo o analista da In-Stat Frank Dickson. “O aumento da penetração Wi-Fi em dispositivos móveis é a chance que faltava para o VoIP móvel”, acrescenta.
O relatório do In-Stat, que também abrange o mercado mundial de VoIP móvel, considera que os telefones dual-mode terão quase 400 milhões de unidades vendidas em 2013, que favorece ainda mais o uso de VoIP neste dispositivo.
O relatório da In-Sat é comprovado aqui no Brasil por dados aferidos pela Teleco, em parceria com a Huawei. Segundo resultados recentes da pesquisa trimestral, a base de banda larga móvel chegou a 6,1 milhões no terceiro trimestre deste ano, e deve crescer seis vezes até 2011. Outra previsão é que acontecerá uma inversão expressiva de acessos, com o celular atingindo 60 milhões de acessos enquanto a fixa ficará em 30 milhões.
Agora só falta o empurrão da Anatel, que ainda segura a definição para a próxima geração de telefonia celular no Brasil. Alguns especialistas do setor já afirmam que a decisão do órgão regulador já está tomada, faltando apenas a sua divulgação, e que é pouco provável a adoção de WiMax, apesar da defesa de que, devido às grandes distâncias do território brasileiro, o mais interessante talvez fosse convergir todas as tecnologias e instalá-las de forma segmentada, seguindo a regra do melhor custo casado com a melhor aplicação.
Fonte: ipnews.com.br